Mostrando postagens com marcador indicação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indicação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eu me chamo Antônio - Imagens

Olá!!
 Pensando em frases inspiradoras, fiz um post com umas das melhores páginas do livro Eu me chamo Antônio. O autor escreve recados em guardanapos, e tem uma porção deles. São mensagens de amor, de ironias, de desilusão, de esperanças. É para refletirmos mesmo, e cada um se sente um pouco Antônio.


tumblr_mu96zgFRzd1rid4sdo1_500








"Eu me chamo Antonio" (Foto: Reprodução/Eu me chamo Antônio)





São frases para uma boa reflexão sobre a vida, sobre nossa realidade. Inspiração para reorganizamos nossas vidas, pensando não só no bem individual, mas também no bem comum.

Espero que tenham gostado do post de hoje (:

*Para receber mais atualizações, curta a fanpage AQUI*

beijocas

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Resenha - Perdão, Leonard Peacock

Boa noite, meus amados! :)

Trouxe pra vocês a minha resenha do livro Perdão, Leonard Peacock! Um livro que me fez pensar bastante, em todas as pessoas ao meu redor. Faz-nos refletir sobre as atitudes, nossas e dos outros. Faz-nos ver que, mesmo não aparentando, pode ser que alguém que estuda ou trabalha conosco está passando por problemas mais graves que os nossos. E, apesar de tudo, temos que seguir adiante; pois, mais cedo ou mais tarde, cada um de nós alcança seu objetivo, basta querer e não deixar que a inveja alheia nos rebaixe.
Se alguém estiver passando por uma fase ruim, é só olhar para o lado, que com certeza encontrará alguém feliz da vida, que superou o mesmo problema.
Uma obra simplesmente inspiradora. Devemos seguir em frente por nós mesmos, pelo nosso futuro, e não nos deixar abalar por qualquer outra pessoa.


QUICK, Matthew. Perdão, Leonard Peacock. Título original: Forgive me, Leonard Peacock. – Tradução: Alexandre Raposo. Rio de Janeiro : Intrínseca, 2013.

VALE A PENA CONTINUAR?
Larissa Taís Naitzel

            Matthew Quick nasceu em 1973, em Nova Jersey, EUA. Formou-se em Escrita Criativa e foi professor de Língua Inglesa, até que largou o emprego, vendeu sua casa e começou a dedicar-se ao seu sonho: escrever. Depois de três anos, após superar a depressão, lançou seu primeiro livro, O Lado Bom da Vida (2008), que imediatamente ganhou sucesso e foi adaptado ao cinema. Além deste, escreveu outros três romances juvenis. Matthew vive em Massachusetts com a mulher, também escritora.
            Leonard Peacock é um garoto transtornado por ter, de família, apenas uma mãe que vive em outra cidade com seu namorado, trabalhando sem parar e sem dar atenção ao filho. Está prestes a acabar com sua vida, no dia em que completa 18 anos, com uma arma nazista herdada de seu avô. Antes de completar a missão, porém, quer se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, seu vizinho idoso com quem assiste a filmes de Humphrey Bogart, Herr Silverman, seu professor de Holocausto, Babak, a quem assiste tocar violino na escola, e Lauren, a garota de quem gosta. Dará um pequeno presente significativo a cada um, para que não se esqueçam dele.
            Ao longo da obra, seus segredos são revelados, pouco a pouco. Histórias de cada personagem são reveladas nos rodapés das páginas com comentários sarcásticos.
            Peacock começa a manhã cortando o cabelo comprido, um primeiro sinal de suicídio. Passa na casa de Walt para lhe dar um chapéu de Bogart, o que é estranho para ele e o deixa intrigado. Como é seu aniversário, ele espera que alguém se lembre disso e o parabenize. Acredita que isso possa salvar sua vida. Mas, ao passar do dia, ninguém recorda. Ele dá uma medalha de seu avô ao professor, uma boa quantia em dinheiro para uma campanha em que Babak está envolvido e uma corrente com cruz para Lauren, que é cristã. Ninguém percebe o que está por vir, apenas Herr Silverman, que diz a Leonard que não faça nada antes de ligar para ele, para que ele possa contar um segredo e tentar salvá-lo.
            O garoto fica muito intrigado, pois é um enigma que ele quer descobrir a muito tempo: o porquê de o professor nunca arregaçar as mangas da camisa. Mas segue em frente. Descobre-se, então, que, antes de suicidar-se, Leonard quer cometer homicídio contra um antigo amigo, Asher Beal, que, com o passar dos anos passou a ser inimigo. Os dois eram melhores amigos na infância, e então se tornaram pré-adolescentes. Asher começou a experimentar coisas novas com Leonard, o que no início era divertido, mas foi ficando pervertido e sufocante.
            Peacock ficou traumatizado, afirmando para si mesmo, o tempo todo, que não era gay. Este e tantos outros conflitos fizeram-no chegar ao ponto de não aguentar mais. Então, ao final do dia, vai à casa do ex-amigo para exterminá-lo, mas acaba se acovardando e sai correndo. Decide acabar com sua vida, mas exatamente no momento em que está seguro de puxar o gatilho da arma, acontece o imprevisto de ele estar enferrujado e muito duro para mexer. Um alívio? Talvez. Ele liga para o professor de Holocausto, o qual deixara seu número de telefone pela manhã para caso de emergência. Não demora muito e ele chega onde está o adolescente. Eles têm uma conversa tensa, mas tranquilizadora. Herr Silverman revela seu segredo coberto pelas mangas: uma tatuagem no formato de um triângulo cor de rosa, símbolo utilizado pelos nazistas para marcar homossexuais. Explica a Leonard que é muito bom ser diferente, mas que ser diferente é difícil. Logo, leva-o para sua casa para que fique seguro. Pela manhã, o garoto sai sem avisar para visitar seu amigo Walt, que se surpreende e ao mesmo tempo se alivia, pois estava muito preocupado pelo comportamento do dia anterior. A dupla assiste a outro filme de Bogart. Quando termina, ele vai para sua casa e recebe a visita de sua mãe, que pegou voo logo depois de seu professor ter telefonado. Ela é ingênua e não vê o que está acontecendo, só pensa em seu trabalho, pelo qual é obcecada. O filho lhe pede apenas que faça panquecas de banana com gostas de chocolate e ela concorda. Quando seu celular toca, porém, ela esquece totalmente de sua tarefa. Ele faz tudo sozinho e depois sai de casa, senta-se na praça e começa a repensar na vida, se vale a pena continuar adiante, e o que lhe espera no futuro.
            Não é dito em palavras o que acontece com Leonard, mas pode-se acreditar que ele supera o trauma e que será um adulto muito feliz. O livro incentiva os leitores a serem diferentes dos outros; ser do seu próprio jeito, sem seguir “modinhas” e vestir o que todos vestem, ou dizer o que todos dizem. Devemos ser autônomos, mandar na própria vida, fazer as próprias escolhas e ser feliz com isso, se sentir orgulhoso!
É um ótimo livro para todas as pessoas, de todas as idades; especialmente para quem se sente muito distinto das outras pessoas e se sente mal por isso. Ou que está começando a ter ideias sobre acabar com a vida ou vingar-se de alguém. A melhor vingança é o esquecimento.

Bom, resumindo: suuuper indico esse livro! Não achei cansativo, mas sim interessante, e hilário. Já leram? O que acharam?

Carpe Librum!

*Para receber mais atualizações, curta a fanpage AQUI*

beijoos

terça-feira, 6 de maio de 2014

Resenha - Marina

Oláá!

Acho muito importante ter opiniões de outras pessoas sobre livros quando vou fazer uma compra. Por isso, decidi começar a colocar resenhas aqui para vocês! A maioria são resenhas que faço para a escola, e só peço que ninguém plagie meu trabalho. Isso vai da consciência de cada um. É muito mais gratificante receber uma boa nota quando o trabalho é de nosso esforço e dedicação, e não copiado.

Vou começar hoje com a resenha do livro Marina, de Carlos Ruiz Zafón. Eu amo de paixão esse escritor, super indico para quem curte mistério e aventura.



Carlos Ruiz Zafón, um escritor muito consagrado, nasceu em Barcelona em 1964. Sua fama começou com a publicação de A Sombra do Vento, porém, sua carreira iniciou em 1993, com seus primeiros quatro romances publicados: El Príncipe de la Niebla (com o qual recebeu o Premio Edebé), El Palacio de la Medianoche, Las Luces de Septiembre (reunidos em um volume) e Marina. Este último é o seu favorito entre todos que escreveu. Foi lançado originalmente em 1999, na Espanha. As obras se destinaram principalmente a jovens leitores, porém, o escritor tinha esperança de que os livros cativassem gente de todas as idades. Zafón tinha o desejo de escrever livros que gostaria de ter lido na infância, mas que também leria aos 23, 40 ou 43 anos de idade. Carlos realizou seu desejo.
            Marina é uma obra contada por Óscar Drai, de 15 anos de idade, na década de 80. Ele não é órfão, mas sua família não o quer por perto; por isso, vive em um orfanato, em Barcelona. Óscar gosta muito de fugir um pouco e curtir a liberdade, caminhando pelas ruas da cidade, observando os casarões – muitos deles, abandonados. Até que um dia, ele se sente atraído por uma das mansões e se aproxima, invadindo a casa. Ouve uma voz melodiosa e encontra um relógio de bolso. Quando escuta ruídos de alguém chegando, ele escapa antes que perceba que levou o raro artefato consigo. Foi um descuido e tanto, pois ele teria que voltar para devolvê-lo. E no dia em que faz isso, encontra a bela garota, Marina. Um estranho encontro. Drai descobre que Gérman, pai de Marina, é um ex-pintor, enfermo, que nunca superou a morte de sua esposa e dono do relógio. O garoto o devolve a ele e a partir daí se torna grande amigo do pai e da filha.
            Marina resolve levar Óscar até um cemitério, para mostrar-lhe um acontecimento estranho. Os dois acabam entrando num complicado enigma, uma história que iniciou na década de 40. Eles vão atrás de pistas e mais pistas, até que chegam a Mijail Kolvenik e sua esposa Eva Irinova. Ele foi um inventor muito rico, descobridor de muitas curas para doenças, e ela, uma famosa cantora que teve seu casamento arruinado quando um louco jogou ácido em seu rosto. Todos os personagens são repletos de segredos, uma incrível teia de acontecimentos que ligam uns aos outros.
            Os dois jovens têm de enfrentar muitos obstáculos até descobrirem toda a verdade, inclusive manequins “meio vivos”. Isso torna a obra muito mais deliciosa de se ler, nos divertindo, apavorando, mas nunca nos fazendo querer parar de ler.
            Além de toda essa aventura, Óscar ainda se apaixona por Marina, e não consegue passar um dia sem pensar nela. Ele até acaba gostando de Kafka, seu gato intrigante. Os dois passam muitos momentos juntos. Mas, com o passar do tempo, Drai descobre que todas as idas de Gérman com sua filha ao hospital não são por causa dele, mas sim por causa dela. É Marina quem está doente.
            O garoto fica muito triste e apavorado, mas tenta dar toda força possível nos últimos momentos. Ele começa a construir uma pequena catedral em madeira no parapeito da janela do quarto de hospital em que Marina está, pois é seu sonho ter uma catedral.
            Ao final de tudo, a história termina onde começa, quando um policial encontra Óscar na parada de trem sumido há alguns dias. Ele diz que não sabe ao certo o que aconteceu. Conta a história de Marina, mas já não sabe se é real ou simplesmente delírio. É o que acontece com pessoas que ficam muito sozinhas. Viajam tanto com a mente, que depois não conseguem mais distinguir o real do ilusório. Para Óscar, foi tudo real. Mas não há nenhuma testemunha para confirmar. Germán desapareceu e não havia outra testemunha viva. O final da obra deixa essa questão para o leitor decifrar; porém, as duas últimas frases do livro revelam tudo, dizendo que foi tudo pura imaginação, mas uma imaginação muito real. A garota foi criada na mente do rapaz, mas faleceu e levou todas as respostas consigo.

            O livro Marina é muito interessante para amantes do mistério e do suspense. Cativará pessoas de todas as idades, proporcionando uma intensa e contagiante aventura.

Carpe Librum!

Beijos!